sábado, 14 de fevereiro de 2009

Saudades da Funk Machine

Na primeira semana de fevereiro, um amigo meu, o Bolão, chegou de São Paulo para passar o período pré-carnavalesco aqui em Salvador e apresentar seu show Drummachine em algumas casas noturnas da cidade. O show do cara é massa! A mistura de percussão e DJ dá um molho especial na batida da música eletrônica, mas isso é outra história...

Logo que chegou, ele foi convidado para se apresentar na Maddre, onde dividiu o palco com o DJ Rodrigo Rodriguez, residente da boate carioca Nuth, e a banda Negra Cor. A festa, denominada Warm Up Camarote Skol, foi uma prévia do que vai rolar no Camarote Skol durante o carnaval 2009.

Uma boa parte da nata do show business baiano se fez presente. De camarote, esses “VIPs” se amontoavam no mezanino, sobre o palco, para aproveitarem ao máximo o show de Adelmo Casé e sua banda.

Eram mais ou menos 11 músicos se ajeitando no palco. Os efeitos de iluminação, como as irritantes Strobo e máquina de fumaça, davam pinta que, enfim, o show ia começar. E começou. Daí ao seu fim, o show contou com um repertório bem eclético, até demais para o meu gosto. Adelmo relembrou antigas canções da extinta Funk Machine, como Vem Me Buscar e Negra Cor, passando por músicas internacionais, as baladas românticas dos sertanejos Victor e Leo até chegar nos hits da axé music.

Aí você me pergunta: - Bruno, o que é que tem demais nisso?! E eu respondo: - Nada!

A questão é que, ao assistir ao show da Negra Cor e ver esse mesmo Adelmo Casé, que no início dos anos 2000, junto aos amigos Sidinho, Paulo Braga, Vanderson Carvalho e Alexandre Costa, formavam a Funk Machine, bateu saudade.

Nessa época, apenas esses cinco músicos no palco, interpretavam canções próprias, como Black Power e Apareceu Você, além das citadas anteriormente, e lotavam as principais casas de eventos da cidade. Traziam um repertório recheado do melhor da black music brasileira.

É triste ver tanto talento ser desperdiçando em troca de FAMA, pois foi isso que Adelmo Casé ganhou ao ser vice-campeão da primeira edição do programa homônimo, da Rede Globo. Acredito que nos dias atuais ele seja mais conhecido e até tenha mais grana do que na época que cantava na Funk Mchine.

Na minha humilde opinião, do SUCESSO, ele abriu mão quando deixou suas raízes e referências musicais para cair no badalado mundo da axé music, pois sua verdadeira “negra cor” era a Funk Machine.

Quando o modismo musical da Negra Cor acabar, na moral Adelmo, apague a luz aê...

3 comentários:

Maiara Bonfim disse...

Não sou do tempo da Funk Machine, mas pra mim falta alguma coisa na Negra Cor. Na Balada Trip, em Praia do Forte foi cruel ver primeiro o show do Jammil, com Tuca todo empolgado e empolgando todo mundo, e depis ver o show morninho da banda do Aldemo...

:P

Sem mais!

Dani disse...

Também não cheguei a curtir o som da Funk Machine, mas ouvi alguns amigos entusiasmados ao tecer comentários sobre a banda.

Gosto do som do Adelmo, tem uma voz bacana, mas a banda Negra Cor deixa a desejar.

Alem nagô disse...

Penso que para fazer sucesso é preciso um certo grau de comprometimendo, veracidade do artista e acima de tudo gostar do seguimento músical. A idéia do dj é ótima, mas colocar rifes de Michael Jackson e outras sitações, que vc não sabe onde começou nem muito menos onde terminará na mistura, servem para camuflar o desespero que adelmo sente para cantar axé. Ta na cara que ele odeia, mas se se propôs por favor faça direito, ou desocupe a moita por que ta ocupando lugar de quem gosta de fazer e não tem a oportunidade.
A luz ta acesa, assim como empurrômetro e esse gasta muito mais energia.